Creche de Janaúba não tinha alvará nem extintores de incêndio

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6 outubro 2017 19h29

Coronel dos Bombeiros diz, porém, que medidas de segurança não teriam evitado tragédia

 

POR FERNANDA KRAKOVICS / O GLOBO

 

RIO – A creche Gente Inocente, em Janaúba (MG), onde sete crianças e uma professora morreram após o vigia Damião Soares dos Santos atear fogo no local na quinta-feira, não tinha alvará do Corpo de Bombeiros.

— Teria que ter extintor (de incêndio), sinalização de saída de emergência, treinamento de brigadista para o pessoal que trabalhava lá — disse o coronel Primo Lara de Almeida Júnior, do Corpo de Bombeiros, responsável pelo comando operacional de Montes Claros (MG).

O imóvel pertence à prefeitura de Janaúba, e a creche municipal funcionava no local desde 2000. Segundo Almeida Júnior, depois da tragédia a prefeitura solicitou um levantamento da situação de todos os prédios da administração municipal.

O coronel do Corpo de Bombeiros ressaltou, no entanto, que o cumprimento dos requisitos de segurança não teria evitado a tragédia:

— Mesmo que estivesse com todo o aparato de extintor, pela mecânica do autor, que ateou gasolina e fogo já nas crianças, não teria condição de ajudar muita coisa. Não faria muita diferença, pela rapidez da queima.

Almeida Júnior elogiou os procedimentos adotados logo após o incidente.

— O que eles fizeram muito bem foi tirar as crianças e jogar água nelas — disse ele, acrescentando: — Nunca vi isso, não. É coisa de chocar a gente.

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