Duas deputadas representando o Araripe podem desviar o olhar do governador Paulo Câmara para a Região?

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9 fevereiro 2017 20h44

Mais de dois anos de governo e até o exato momento o olhar do mandatário estadual ainda não visualizou as necessidades da região

Talvez o ano de 2017 mais uma vez entre na contagem do sertanejo como o quinto ano mais devastador para o agricultor que esperava um ano de muita fartura com as chuvas que eram anunciadas com a chegada do El Nino na Região do Araripe, e com o prenúncio de muita chuva. Agora os institutos de metereologia desfazem o engano e prevê outro ano de seca no Sertão Pernambucano. Enquanto isso já se vão mais de dois anos do governo Paulo Câmara (PSB) e as visitas esporádicas que o gestor estadual fez ao Araripe foram apenas para cumprir uma agenda política e nada mais.

Em março de 2015 Araripina foi o palco para receber a terceira edição do ‘Todos por Pernambuco’ e o seminário foi realizado durante um dia, na Escola Técnica Estadual Pedro Muniz Falcão. O governador disse que estava ali para cumprir todos os compromissos que havia assumido em campanha, e garantiu que era assim que Eduardo Campos fez e é assim que ia fazer, prometeu em discurso.

O governador ainda se vangloriou do modelo de segurança oferecido pelo Estado, que aliás, para o seu criador o coordenador do Núcleo de Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da UFPE e professor de sociologia, José Luiz Ratton, uma das maiores autoridades em segurança pública do país, já um projeto falido visto os números negativos e alarmantes apresentando por Pernambuco em 2015 e em 2016.

Bem, de nada adiantou as discussões temáticas, as propostas apresentadas e compiladas para serrem entregues ao Governador, se quase ou nada saiu do papel, ou melhor, dizendo, da gaveta do governador, que colocou uma vendas nos olhos para não enxergar os problemas do sertanejo pernambucano.

Temos então duas guias para conduzir como um cão lavrador (no sentindo de guiar portador de cegueira) os caminhos que podem trazer o governador Paulo Câmara para entender que não podemos ser governados por um político centralizador, metropolitano, que desconhece as reais situações e necessidades daqueles que moram na rabeira da extensão territorial do Estado.

Uma das guias pode não ser a ideal para conduzir esse processo por politicamente (e isso eles colocam na balança na hora de decidir) ser opositora tanto na Região do Araripe, quanto na própria Assembleia, mas a outra, apesar de discurso mediano, por pertencer ao partido de Câmara e por clara demonstração de proteção nos anos em que “representou” o Município de Araripina como primeira dama e foi alçada em segundo plano a uma cadeira na Alepe, pode ser essa voz para sussurrar no ouvido do governador para que ele conheça as bandas do sertão que no primeiro biênio ele resolveu esquecer. As próximas eleições (em 2018) pode ser um termômetro a mais e um impulso para que o governador Paulo Câmara busque uma aproximação com o Araripeano, que nas eleições passadas em escrutínio público resolveu dizer não ao governador.

É hora de arregaçar as mangas e “desarmar os palanques” como sempre pregam ao passar de um pleito, para defender os interesses do povo do Araripe e desfraldar a bandeira sempre esquecida por nossos governantes da capital.

Araripina, Bodocó, Exu,Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Santa Cruz, Santa Filomena e Trindade, nominadas em ordem alfabética esperam de cada uma das nossa representantes, Socorro Pimentel ,PSL, e Roberta Arraes ,PSB, uma resposta positiva para que realmente possamos acreditar que temos uma voz falando por todos nós.

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