Facções criminosas ameaçam ‘batalha campal’ em presídio do RN

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17 janeiro 2017 21h56

Fora das celas, centenas de presos do PCC e do Sindicato do Crime estão se hostilizando em espaço aberto; em, vídeo, PM diz que ‘vai ter confronto aqui’

No último sábado, 26 detentos foram mortos por integrantes do PCC. O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), classificou a ação como uma retaliação ao massacre ocorrido no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no primeiro dia do ano, quando 56 presos, entre membros do PCC e estupradores, foram brutalmente assassinados pela Família do Norte (FDN). A FDN e o Sindicato do Crime são aliadas do Comando Vermelho, que desde meados do ano passado está em guerra com o PCC na disputa pelo monopólio do tráfico de drogas e dos presídios.

O governador também disse que a polícia ainda não invadiu a penitenciária para evitar um novo Carandiru, referindo-se ao maior massacre da história do sistema penitenciário brasileiro, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar de São Paulo em 1992. “O que podemos fazer? Entrar lá e matar os presos?”, questionou Faria.

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