Quem vai salvar o Brasil?

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12 fevereiro 2017 13h33

Por Everaldo Paixão / Montagem: Everaldo Paixão

O Brasil além da crise precisa estancar de vez a ferida da vergonha. A manobra para indicar um ministro que não conseguiu sequer um entendimento para o problema carcerário no país tem a clara participação da Suprema Corte que com seu regimento interno com brechas para essas manobras, além de uma instituição que se deixa fragilizar por intermediários políticos representados pelos próprios ministros, cria uma abismo ainda maior para que os nossos problemas mais crônicos sejam equacionados.

Era fã da presidente do STF, Cármem Lúcia, antes de assumir o posto. Na função, afrouxou as rédeas e parece tentar viabilizar as facilidades, que já são muitas, para os políticos envolvidos na Lava-Jato. Prova disso, é querer manter no sigilo absoluto, as delações da Odebrecht que incluiria com certeza o atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), e Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, todos dois eleitos e investigados na Lava-Jato. Para completar a farsa e aumentar ainda mais os tentáculos dos aliados do Presidente Michel Temer e do seu partido (ou bando), Edison Lobão (PMDB-MA), também “enrolado” e investigado na Lava-Jato, assume a presidência de um dos mais importantes colegiados do Senado Federal, a Comissão de Constituição e Justiça – a CCJ, que vai sabatinar Alexandre de Moraes, indicado para vaga no Supremo Tribunal Federal, pelo próprio presidente da República. A intenção é óbvia: Moraes vai usar das forças hercúleas vitaminadas pelos poderosos do Palácio do Planalto para barrar as investigações da operação Lava-Jato, e isso, já vêm conectadas as decisões do supremo que provavelmente ele será um dos membros atuantes, e uma ponte para entendimento com os outros juízes da Corte com relações amistosas com o Palácio.

Como podemos perceber o novelo das armações está sendo montado para proteger o presidente da República e seus asseclas, basta perceber os braços tentaculares e os esforços sinérgicos que são articulados para fortalecer a luta contra as delações, contra a quebra do sigilo dos investigados, entre eles, Rodrigo Maia, Eunício Oliveira, Edison Lobão, Mendonça Filho, Ministro da Educação, Fernando Bezerra Coelho, todos aliados de Temer, e beneficiados no governo que estende o seu poder a todos os estados da federação para ganhar mais musculatura contra uma operação que tenta passar o Brasil a limpo.

Estamos todos indignados com um país sem justiça, sem saúde, sem educação, sem moral, sem dignidade, sem esperança, e na torcida para o que novo relator da Lava-Jato, o Ministro Edson Fachin, resgate a nossa auto-estima, e transforme os novos depoimentos da Odebrecht em algo que seja de conhecimento público, para que saibamos distinguir e separar quem realmente tem interesses em tirar o cobertor da sujeira que contaminou todos os políticos do Brasil.

Por enquanto nos bastidores, o presidente e os ministros da República, montam comissões a seu bel-prazer, indicam nomes para macular o STF, montam esquemas e barreiras de proteção contra uma operação que resiste aos ataques republicanos, tentam evitar que o conteúdo dos mais de 900 depoimentos bombásticos venha á tona, e  necessitamos urgentemente também que aqueles patriotas que antes também encheram às ruas pedindo o impeachment de Dilma Roussef, façam o mesmo, pressionando o próprio Fachin e o STF a não baixar à guarda.

 

COMENTÁRIOS

1 comentário

    Alberto Jorge Ferreira Gadelha disse:

    Tenho 63 anos de idade e ainda na minha adolescência participei da luta para restabelecer a democracia em nosso país, estou muito decepcionado com o cenário atual de nossa política e principalmente da maioria dos políticos que hoje formaram uma facção de corruptos que assaltaram os cofres públicos e agora querem de todas as formas possíveis fugir das mãos da justiça que também é conivente com tudo o que aconteceu e está acontecendo, estamos sem justiça já a muito tempo e não velo com bons olhos o que poderá acontecer com a nossa nação.

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